6.12.08
3.12.08
Pout-pourri
Guten Morgen! 4 horas da manhã no horário brasileiro de verão e eu estou sentada no aeroporto de Munique, esperando meu vôo para Dresden, que está atrasado e sem previsão de partida. Acabei de resistir à tentação de comprar um HD externo de 250 por 80 euros e/ou uma Nikon Coolpix por 109. Barato, viu!
Voar pela Lufthansa foi excelente! Aeromoças te paparicam o tempo todo com água, suco, refri etc...; as poltronas são confortáveis e os lados do encosto de cabeça se dobram, para quando vc dormir não ficar com a cabeça caindo; e ainda tem travesseiro e cobertor. O almoço foi bom (quase explodi, visto que comemos bastante em Guarulhos antes de embarcar), mas eu teria trocado o omelete do café da manhã por outro pãozinho.
Minha bagagem de mão deu trabalho nos dois aeroportos: em Sampa, não queriam me deixar levar o paquímetro, mas felizmente o chefe lá viu que ele É frágil; e em Munique me pediram para abrir a mochila: o problema dessa vez era o teclado numérico do note, hehehe. Ano passado me fizeram abrir a mochila para ver o paquímetro, mas na gringolândia o povo não sabia o que ele era – nisso fiquei surpresa do povo em SP saber do que se tratava.
No mais, parece estar frio lá fora. Na minha frente tem um cara lendo jornal (na verdade cochilando) usando uma camiseta, uma veste de lã, uma camisa, um sobretudo e um cachecol, mas ironicamente uma só calça, fina, conjunto da camisa. Vai entender.
Opa, avião chegando no portão. Será que dessa vez é ele?
--
Na viagem de Munique para Dresden, o chão alternava entre o verde escuro e o branco... seriam campos cobertos de neve ou de gelo?
--
Agora são seis da tarde na hora local e o sol se pôs há uma hora atrás, de modo que está bastante escuro e bem frio. Fui no Goethe, vou começar amanhã no A1 (que loser). Mas o que me deixou chateada foi terem aberto uma das minhas malas no trajeto pra cá! Arrombaram o cadeado e tudo. Dei uma olhada rápida e tudo parecia estar do mesmo jeito que arrumei. Mas poxa, precisava abrir minha mala de roupas e papers? Bom, de qualquer forma, estou neste momento escrevendo do apê, e parece que tem umas redes wifi do Goethe, mas são todas protegidas. Amanhã tem reunião com os novos membros do prédio, e vou aproveitar para perguntar sobre isso.
--
Tag 2
Neve na Irlanda, por enquanto nenhuma na minha janela. Acho que nunca me enchi de tanta roupa antes de sair (cof cof cof, olha o exagero... já fiz pior
20.11.08
Obama, o filho da mãe
Urariano Mota
Na vitória de Barack Obama há um aspecto original que não vem sendo notado. “Há muitos aspectos, colunista apressado”, poderia ser dito. Tentarei explicar. Além do mais claro, quero dizer, além do fato mais óbvio, de Obama ser o primeiro negro eleito para a presidência dos Estados Unidos, me chama atenção que na sua vida há uma vitória sem ruído de pessoas “derrotadas”, ou marginalizadas na cultura da sociedade norte-americana. Para ser mais preciso, na sua vitória há uma vitória muito especial da sua mãe.
A mãe de Obama, Stanley Ann Duham, foi uma pessoa rara já a partir do nome com que foi batizada. O pai queria um filho homem, e se compensou , ou se vingou, impondo-lhe um nome de homem. Para quê? O bom da vida são as limonadas que fazemos dos limões que nos atiram. Stanley Ann, para a sociedade americana em 1960, não demorou a mostrar a que veio. Aos 18 anos, conheceu o negro Barack Hussein Obama na Universidade do Havaí, em uma aula de... russo! Branca, namorou o jovem queniano, casou.... queremos dizer, juntou suas roupas e livros às dele, e teve Barack Hussein Obama Jr. Como a estabilidade não era bem o seu ideal, separou-se poucos anos depois. Em 1964, ainda irrecuperável, Stanley Ann voltou à faculdade para se formar e casar à sua maneira mais uma vez: uniu-se a um estrangeiro não-branco, o indonésio Lolo Soetoro.
Stanley Ann era não só diferente, rebelde, por intuição. Antropóloga, escreveu uma dissertação de 800 páginas sobre os trabalhos de serralheria dos camponeses de Java. Trabalhando para a Fundação Ford, defendeu o direito das mulheres trabalhadoras e ajudou a criar um sistema de microcréditos para os pobres. Maya Soetoro-Ng, a meia-irmã de Obama, afirmou recentemente sobre a mãe: "Essa era basicamente a sua filosofia de vida: não nos limitarmos por medo de definições estreitas, não erguermos muros à nossa volta e nos empenharmos ao máximo para encontrarmos a afinidade e a beleza em locais inesperados”.
Stanley Ann Duham morreu de câncer no ovário em 1995. O pai, a quem Obama dedicara um livro, ele mal viu, depois dos 2 anos de idade. Por isso afirmou, o primeiro homem negro eleito para a presidência dos Estados Unidos: “Eu creio que se eu soubesse que a minha mãe não iria sobreviver à doença, eu escreveria um livro diferente – menos meditação sobre o pai ausente, mais celebração da mãe que era a única coisa constante em minha vida”, escreveu no prefácio de suas memórias, “Sonhos De Meu Pai”. E acrescentou “Eu sei que ela era a mais gentil, o espírito mais generoso que já conheci e o que existe de melhor em mim eu devo a ela”. Para essa Ann, mulher estranha para os valores dominantes, delicada e rebelde, na campanha eleitoral Obama chamava de a sua "mãe solteira".
O presidente eleito não repete, é claro, o pensamento, os atos e as convicções da mãe. Se assim fosse, não teria chegado aonde chegou. Mas sem as idéias de Stanley Ann Duham, Barack Hussein Obama Jr. não teria tido a mais remota possibilidade de existir. Em lugar do “sonho americano”, que toda imprensa proclama, Obama é antes uma vitória do pensamento e de idéias não-conservadoras, que estavam no limite dos marginalizados hippies. E os hippies, vocês lembram, naqueles malditos tempos acabavam nas prisões, ou como
Em 2008, um filho de mãe solteira, de uma irrecuperável, é eleito presidente. Para essa nova história, somente espero não ser um colunista muito apressado.
--
Retirado daqui, li no Blog do Tas
14.11.08
Roubando a idéia da Ceci
- sou baixinha e invocada
Três coisas que não gosto em mim
- sou ansiosa e interrompo as pessoas enquanto elas falam
Três coisas que gosto em mim
- falo o que penso
Três defeitos que me incomodam (não está escrito que são defeitos meus, isso já tá lá em cima)
- posicionamentos de direita
Três qualidades que gosto em amigos
- honestidade
Três coisas que não gosto em amigos
- chegar atrasado
Três coisas que gosto fisicamente no sexo oposto
- nariz grande
Três coisas que eu espero num relacionamento
- sinceridade
Três coisas que eu definitivamente não gosto no sexo oposto
- ser frouxo
Três presentes pra mim
- coisas do Oasis que eu ainda não tenha :P
- estudar
Três coisas que tenho medo
- altura
- mato
Três manias
- iniciar coleções que nunca continuo
Três coisas que dizem: sou um menino!
- gosto de usar botas de campo
Três coisas que dizem: sou uma menina!
- aprendi a usar saia
Três coisas que eu tenho que fazer antes de morrer
- ter filhos
Nosso querido senador...
9.11.08
Eleições cariocas
Como vitória política, já é um resultado extremamente questionável; mas do ponto de vista pessoal, é uma derrota acachapante.
Eduardo Paes levou a prefeitura, sim, mas de contrapeso ficou com uma quadrilha de aliados que não deixa nada a dever àquela que ele acusava o presidente Lula de comandar.
Vai ser prefeito, sim, mas vai ter de arranjar boquinhas para o Crivella, para o Lupi, para o Piciani, para a Clarissa Garotinho, para o Roberto Jefferson, para a Carminha Jerominho, para o Babu, para o Dornelles, para a Jandira... estou esquecendo alguém?
Conquistou um cargo, é verdade, mas conquistou também o desprezo mais profundo de metade do eleitorado.
Em compensação, como carioca, perdeu a chance de viver um momento histórico, em que a prefeitura seria, afinal, ocupada por um homem de bem, com idéias novas e um novo jeito de fazer política; perdeu a chance de ver o Rio de Janeiro sair do limbo a que foi condenado nas últimas décadas, e ganhar projeção pela singularidade da sua administração.
Se Gabeira tivesse sido eleito prefeito, o Rio, que hoje não significa nada em termos políticos, voltaria a ter relevância, até pelo inusitado da coisa. Um prefeito eleito na base do voluntariado, do entusiasmo dos eleitores e da vontade coletiva de virar a mesa seria alguém em quem o país seria obrigado a prestar atenção.
Agora, lá vamos nós para quatro anos de subserviente nulidade, quatro anos em que o recado das urnas será interpretado, pela corja que domina esta infeliz cidade, como um retumbante "Liberou geral!"
Nojo, nojo, nojo.
5.11.08
Change we can believe in
No original: http://www.independent.co.uk/news/world/americas/the-full-text-of-barack-obamas-victory-speech-993008.html
E uma parte sensacional:
"This election had many firsts and many stories that will be told for generations. But one that's on my mind tonight's about a woman who cast her ballot in Atlanta. She's a lot like the millions of others who stood in line to make their voice heard in this election except for one thing: Ann Nixon Cooper is 106 years old.
She was born just a generation past slavery; a time when there were no cars on the road or planes in the sky; when someone like her couldn't vote for two reasons - because she was a woman and because of the colour of her skin.
And tonight, I think about all that she's seen throughout her century in America - the heartache and the hope; the struggle and the progress; the times we were told that we can't, and the people who pressed on with that American creed: Yes we can.
At a time when women's voices were silenced and their hopes dismissed, she lived to see them stand up and speak out and reach for the ballot. Yes we can.
When there was despair in the dust bowl and depression across the land, she saw a nation conquer fear itself with a New Deal, new jobs, a new sense of common purpose. Yes we can.
When the bombs fell on our harbour and tyranny threatened the world, she was there to witness a generation rise to greatness and a democracy was saved. Yes we can.
She was there for the buses in Montgomery, the hoses in Birmingham, a bridge in Selma, and a preacher from Atlanta who told a people that 'We Shall Overcome'. Yes we can.
A man touched down on the moon, a wall came down in Berlin, a world was connected by our own science and imagination.
And this year, in this election, she touched her finger to a screen, and cast her vote, because after 106 years in America, through the best of times and the darkest of hours, she knows how America can change.
Yes we can."
--Depois eu comento mais. =D
20.10.08
Defesa do Paleoleo!
No meio disso tudo, um amigo meu de BH chegou a procurar passagem de avião para ir, mas os vôos já estavam todos lotados... ele me ligou na noite da véspera para dizer isso e me desejar uma boa defesa. Ele mandou um torpedo na hora da defesa com os dizeres (olha a interna pós-Rocky): "Olho de tigre!".
Então hoje foi a defesa dele. E ele ralou muito para conseguir um tema de dissertação. Tudo deu errado: garças que fugiram e mudaram o lugar de nidação, lugar onde corpos eram desovados, encheções de saco da ECMVS, etc. No fim das contas, descobri hoje o tema, foi uma coisa bem legal. E a defesa foi ótima, ele falou super bem e a banca entendeu que ele basicamente fez uma dissertação inteira em 3 meses... sou a orgulhosa amiga do mestre mais fresco de Beagá!! Viva!!
12.10.08
Here I am, on the road again

Antes de mais nada, O QUE É Alice In Chains tocando Sufragette City!
Eu não parei em uma mesma cidade por mais de 10 dias nos últimos 2 meses. São Paulo, BH, Rio, Neuquén, Lagamar. Eu estava bem cansada, mas nada que um campo não resolva! Vamos lá:
- Neuquén, Argentina
O congresso foi muito legal. Tá certo que tinha uns problemas de organização, e que eu fiquei muito puta com o transporte um dia e com as pessoas que ficaram putas por eu ter ficado puta (nem pergunte), mas de modo geral foi ótimo para mim. Acabou que nem fiquei muito na companhia do pessoal do Setor, mas vá lá, eles eu encontro sempre. ; ) Tava com saudade da DarkGabi e de conversar bobagem com ela. Fiquei mais próxima dos paleoamiguinhos antigos e fiz novos, falei muita bobagem, falei e escutei coisas sérias, me diverti MUITO, bebi vinho e /ou cerveja todo dia... Além de conversar com pessoas que incentivaram a minha idéia de projeto de aerodinâmica de Anhanguera, arrumar uma colega de apê em Munique (uma argentina que também vai trabalhar com o Oliver), fazer planos de ir nos congressos mais legais ano que vem (SVP em Bristol, congresso de paleovertebrados do norte da África em Marrakech e o Mesozoic Terrestrial Ecosystems), ver o Paul Sereno dormir na minha apresentação e fazer contatos. Além do mais, o lugar é muito interessante!! Um deserto enorme, onde literalmente se tropeça em fósseis. Que chato. ; )
- Só faltou conhecer Buenos Aires. Fica para uma próxima oportunidade.
- Voltei da Argentina, passei uma semana corrida no Rio, fiz o pedido pro visto no Consulado da Alemanha, fiz meu pôster pro SVP (viva o Adobe Illustrator!), e voltei pra BH. Passei um final de semana em BH, dessa vez com o Hugo (viva!), e fui-me embora na segunda à noite para Lagamar, no noroeste de Minas, depois de Patos.
- Cheguei ontem de lá, onde fiz campo em caverna. Nossa, tava precisando. Mato, carrapatos, e ainda por cima aprender coisas novas. Só falta aprender a entrar nos buracos sem medo! E a viagem de volta? Foi muito longa, mas passar pela 040 no trecho entre Brasília e BH me trouxe de volta as lembranças da viagem do Congresso de Zoo, em 2004! A estrada estreita cercada por cerrado, a Carol parando para comprar frutas no meio do caminho, o restaurante onde a gente parou e encontrou por coincidência outro pessoal da UFMG e, claro, uma vista maravilhosa do Velho Chico em Três Marias. Cerrado e São Francisco, me enchi de orgulho de Minas.
- Hoje de novo com o pé na estrada, porque amanhã tenho apresentação de seminário no Rio. E findi em Sampa. Alguém aí quer passear no sábado?
- Descobri mais um lurker do blog! hehehe. Moço, você foi uma surpresa muito boa, conversar contigo acabou me fazendo ponderar muitas coisas, e foi muito estranho me despedir sem saber quando vamos nos encontrar de novo. Espero que não demore muito. =)
